Conselho baiano denuncia racismo religioso

Foto: Toninho Tavares | Agência Brasília

Mais Lidos

  • Observando em perspectiva crítica, o que está em jogo no aceleracionismo é quem define o ritmo das questões sociais, políticas e ambientais

    Aceleracionismo: a questão central do poder é a disputa de ritmos. Entrevista especial com Matheus Castelo Branco Dias

    LER MAIS
  • Entre a soberania, o neoextrativismo e as eleições 2026: o impasse do Brasil na geopolítica das terras raras. Artigo de Sérgio Botton Barcellos

    LER MAIS
  • Em decisão histórica, Senado rejeita nome de Messias ao STF

    LER MAIS

Revista ihu on-line

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

Um caleidoscópio chamado Rio Grande do Sul

Edição: 556

Leia mais

04 Março 2022

 

O Conselho Ecumênico Baiano de Igrejas Cristãs (Cebic) critica e questiona o Projeto de Lei 411/2021, do vereador Isnard Araújo (PL), que propõe a mudança do nome das Dunas do Abaeté para “Monte Santo Deus Proverá”, sob a alegação de que aquele é um espaço muito frequentado pelas pessoas cristãs, principalmente pentecostais e neopentecostais.

 

A reportagem é de Edelberto Behs, jornalista. 

 

Trata-se de “racismo religioso porque este é um dos poucos espaços públicos de grande visibilidade cujo nome e história está diretamente ligado às tradições religiosas de matriz africana”, sustenta a nota pública do Conselho dirigida à sociedade baiana.

“Mudar o nome das Dunas do Abaeté sob o argumento de que este é um local frequentado por pessoas cristãs é o mesmo que querer mudar o nome da cidade de ‘São Salvador’ alegando que aqui não moram apenas pessoas cristãs”, argumenta o Conselho baiano. Mudar o nome das Dunas “é mais uma tentativa de apagar a memória do povo das religiões de matriz africana”, agrega.

A nota do Conselho destaca que “São Salvador” dispõe de símbolos religiosos e “até crucifixos dependurados em repartições públicas”, sem contar as mais de 365 igrejas católicas e outras tantas evangélicas espalhadas pela cidade. “Isso significa que as religiões de matriz africana têm infinitamente menos espaço que façam alusão à sua história, cultura e tradições”.

O protesto conclui afirmando que não se precisa mudar o nome de nenhum lugar “para dar testemunho da fé que professamos”. Assinam a nota as igrejas Católica – Arquidiocese de Salvador, Episcopal Anglicana, Evangélica de Confissão Luterana, Presbiteriana Unida, Batista de Nazareth, as Comunidades de Jesus, da Trindade e dos Focolares.

 

Leia mais